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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Entrevista da revista DTLux com Kellan Lutz

Entrevista que Kellan deu à revista DTLux.


Mais que Crepúsculo. Kellan Lutz.


Às vésperas de estrear “Eclipse”, a terceira parte da saga Crepúsculo, Kellan Lutz está no caminho de se converter a uma estrela. Com apenas 25 anos, protagonizou um dos anúncios mais comentados da Calvin Klein Underwear, campeão da última campanha da PETA e – toda uma declaração de princípios – se converterá ao deus Poseidon no filme “Inmortals”.

Um dos relatos mais evocativos da literatura é “A Casa das Belas Adormecidas” do Nobel japonês Kawabata. Conta a história de uma casa que um ancião chega e paga para dormir ao lado de uma jovem a quem não está permitido sequer tocar: só estar perto dela, faz com que o ancião possa recordar com clareza o que sentia em sua juventude. Algo parecido acontece com a saga Crepúsculo: vê-la é lembrar o que significa, isto é, a sensação de ser jovem.
Os filmes já lançados “Crepúsculo” e “Lua Nova” , assim como “Eclipse”, que chegará em junho, são muito mais que uma fonte inesgotável de fotos para pastas de adolescentes: uma análise da tensão entre o desejo e o dever (a história de amor proibido tem muito a ver com a crença mórmon da escritora, Stephenie Meyer) e, o mais importante de tudo, uma vitrine do que serão as estrelas mais brilhantes dos próximos anos.

Como aconteceu com outros títulos que marcaram gerações como “Eleven” na década de 60, “Rebeldes” nos anos 80 ou “Reality Bites” nos 90, em poucos anos será impossível reunir em um único filme os embriões de estrelas que protagonizam a saga Crepúsculo: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner e o mais discreto, mas não com menos projeção, Kellan Lutz (Emmett Cullen na saga, um dos irmãos de Edward, o vampiro protagonista).
Sua história não é de uma estrela teen usual. Por exemplo, passou um semestre em uma escola na República Dominicana (fala espanhol perfeitamente desde então), é um inventor aficionado (já patenteou duas de suas idéias) e planejava estudar engenharia química quando terminou o ensino médio antes de se decidir pela interpretação: “Eu gosto do que faço. Um dia me dei conta que seria um engenheiro, mas percebi que minha personalidade necessitava de algo mais. A adrenalina de um teste ou a idéia de me transformar em outras pessoas são coisas que eu acho fascinantes. Dou graças a Deus, que me guiou na direção certa, e fico triste por minha mãe, que passou um tempo com muito stress. Por isso, sempre levo um bracelete branco: me lembra de onde venho e a razão porque estou aqui: meu amor pela interpretação”.

Ao 14 anos começou a trabalhar como modelo graças a um físico espetacular construído com esportes como : snowboard, skate, pára-quedismo, motocross, canoagem... As cenas de ação de Crepúsculo são feitas por ele mesmo. Protagonizou as campanhas da Abercrombie & Fitch, Levi’s e mais recentemente, roupas íntimas da Calvin Klein. E, há alguns meses, sua imagem com sua cadela Kola deu a volta ao mundo na campanha da associação pela defesa dos animais, PETA: “Adote, não compre”, para promover a adoção de animais abandonados. Também colabora com outras ONG’s, como Boys and Girls Club, habitat para a humanidade, The Blin Project, Invisible Children e a Humane Society. “Quando você cruza com alguém nas ruas e simplesmente sorri ou cumprimenta, acho que você faz algo fantástico. Uma simples palavra de incentivo pode mudar o dia de alguém, inclusive a sua própria vida”, diz ele.


Antes de Crepúsculo teve pequenas aparições em “CSI”, “Six Feet Under”, no remake de “Sentido da Vida” e, também, em “90210”. Embora o trabalho que mais sinta orgulho seja “Generation Kill”, a minissérie sobre a guerra do Iraque que David Simon, criador de “The Wire”, filmou para a HBO. O conflito o toca muito profundamente: seu irmão, uma “marine” há 10 anos está vivendo lá. “Por ser baseada em uma história real fez com que fosse mais desafiador. Acho que amadureci vários anos em apenas sete meses de filmagens na África. Vi partes do mundo que nem sequer tinha idéia e me apaixonei pela Cidade do Cabo. Nunca antes tinha estado em um lugar com tanta energia”.

Lutz não renega a fama, apesar do assédio das fãs: “A atenção das fãs é divertida e me sinto muito lisonjeado. Todas que conheci foram tão amáveis e doces que eu só espero que o que fazemos nos filmes as agrade”. Não é tão condescendente com os paparazzi. Em uma entrevista disse: “Há um monte de coisas que quero fazer e antes fazia com normalidade, como simplesmente ir às compras: agora o que eu faço sai em toda parte. Ninguém gosta disso o tempo todo. Não leio o que dizem sobre mim na Internet, seria muito triste”.

Apesar de tudo, ele não se protege ante as perguntas que lhe são feitas pela imprensa. Por exemplo, confessa que seu maior defeito é a competitividade e suas maiores virtudes, são que é fácil de se levar e sempre procura o lado divertido da vida. Não em vão, seu lema é: “Não deixe de sonhar enquanto vive, nem deixe de viver enquanto sonha”. É muito amigo de seus companheiros de Crepúsculo, especialmente de Ashley Greene.

O que vem a seguir? Ele irá participar de outra saga, desta vez de terror. “A Hora do Pesadelo”; no debut na direção do ator Dermont Mulroney, “Love, Wedding, Marriage”; e interpretará Poseidon em “Inmortals”, um filme que já está sendo filmado e que será lançado em 2011. Além disso, todos os rumores dizem que no próximo ano ele será o Capitão América na versão sobre o herói de Marvel que a Paramount está preparando. Ele nem desmente e nem concorda, mas diz: “Minha meta é ser uma estrela em um filme de ação. Eu levo a minha formação a sério, mas sempre tive consciência que vou ser meu próprio dublê nas filmagens. Estou muito focado em meu objetivo e sei que vou conseguir. O trabalho duro sempre recompensa”.
Os diretos deste artigo pertencem exclusivamente à DTLux.

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